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Kiev é alvo de mega-ataque russo e Polônia mobiliza caças

Ataque massivo com mísseis e drones atinge Kiev, deixando ao menos 17 mortos e quase 90 feridos, enquanto a Polônia reforça sua defesa aérea.

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Foto: G1 Mundo
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01/07 às 21:32 · atualizado 02/07 às 07:02

Pontos principais

  • A capital ucraniana sofreu um dos maiores ataques aéreos desde 2022, atingindo todos os 10 distritos da cidade.
  • O balanço atualizado de vítimas subiu para ao menos 17 mortes e cerca de 90 feridos.
  • A ofensiva ocorreu entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, atingindo mais de 20 locais.
  • A maioria dos alvos atingidos eram edifícios residenciais, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.
  • A Polônia mobilizou caças e a Finlândia impôs restrições aéreas devido à proximidade do conflito.
  • O ataque envolveu o uso combinado de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra áreas urbanas.
  • O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou um dia de luto oficial para a próxima sexta-feira.
  • O presidente Volodymyr Zelensky encurtou uma viagem oficial à Irlanda para acompanhar a crise após alertar sobre a iminência do ataque.
  • O conflito é classificado como o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um dos maiores ataques aéreos desde o início do conflito em 2022, intensificando a tensão na região. A ofensiva russa, realizada entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira com uma combinação coordenada de drones, mísseis de cruzeiro e balísticos, atingiu mais de 20 locais em todos os 10 distritos da cidade. O impacto provocou desabamentos e danos severos em edifícios residenciais e infraestruturas civis. O balanço mais recente das autoridades locais confirmou a morte de pelo menos 17 pessoas e quase 90 feridos, incluindo paramédicos que atuavam no socorro às vítimas. Diante da gravidade da situação, muitos moradores buscaram proteção em estações de metrô durante o bombardeio, que representa uma escalada significativa nos ataques contra áreas urbanas.

O presidente Volodymyr Zelensky, que havia emitido alertas sobre a possibilidade de uma ofensiva massiva poucas horas antes das explosões, encurtou uma viagem oficial à Irlanda para coordenar a resposta nacional. Ele destacou que a maioria dos locais atingidos eram edifícios residenciais. Em resposta à tragédia, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou um dia de luto oficial para a próxima sexta-feira, enquanto equipes de resgate continuam os trabalhos de busca nos escombros. O ataque ocorreu após alertas sobre a iminência de uma investida massiva, marcando um momento crítico na guerra que já dura mais de quatro anos.

A Força Aérea da Ucrânia havia emitido alertas prévios sobre a trajetória dos projéteis, mas a intensidade da barragem sobrecarregou partes da infraestrutura de defesa aérea local. Este episódio ocorre em um contexto de intensificação de ofensivas mútuas, com a Ucrânia também realizando ataques de drones contra instalações de energia dentro do território russo. O cenário reforça a instabilidade no Leste Europeu, sendo considerado o conflito mais letal no continente desde a Segunda Guerra Mundial.

Em resposta à proximidade das hostilidades e ao risco de violação do espaço aéreo, a Polônia mobilizou caças para monitorar a situação, enquanto a Finlândia impôs restrições temporárias de aviação na região. Enquanto a Ucrânia contabiliza os prejuízos humanos e materiais, a comunidade internacional observa a escalada militar, preocupada com a recorrência e a precisão dos ataques contra alvos civis e infraestruturas estratégicas. A situação permanece volátil, com autoridades locais focadas na assistência às vítimas e na reconstrução emergencial das áreas afetadas pelo bombardeio noturno.

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