Ataque russo com mísseis e drones deixa 18 mortos na Ucrânia
Ofensiva russa de larga escala contra centros urbanos ucranianos resulta em 18 mortes e danos severos à infraestrutura, deixando milhares sem energia em Kyiv e Dnipro.
Pontos principais
- A ofensiva russa utilizou 73 mísseis e mais de 600 drones contra cidades como Kyiv e Dnipro.
- O balanço oficial confirma 12 mortes em Dnipro e 6 em Kyiv, totalizando 18 vítimas fatais.
- Cerca de 140 mil moradores de Kyiv ficaram sem energia elétrica após danos em infraestrutura crítica.
- O presidente Volodymyr Zelenskiy reiterou o pedido urgente aos EUA por sistemas de defesa aérea Patriot.
- O Ministério da Defesa da Rússia justificou a operação como resposta a supostos atos terroristas do regime de Kiev.
- O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, apelou por sanções mais severas contra Moscou.
- Equipes de resgate seguem mobilizadas para localizar sobreviventes sob os escombros em diversas regiões.
Um ataque massivo conduzido pela Rússia durante a madrugada atingiu diversas regiões da Ucrânia, sendo considerado uma das ofensivas mais intensas dos últimos meses. A operação, que se estendeu até o dia seguinte, utilizou uma combinação estratégica de 73 mísseis e mais de 600 drones. O balanço oficial das autoridades locais aponta 18 mortes, sendo 12 registradas em Dnipro e 6 na capital, Kyiv, além de mais de 100 feridos. A destruição concentrou-se em infraestruturas de energia, transporte e edifícios residenciais, deixando cerca de 140 mil pessoas sem eletricidade e agravando a crise humanitária no país. O Ministério da Defesa da Rússia justificou a ação como uma resposta a supostos atos terroristas atribuídos ao regime de Kiev, enquanto as autoridades ucranianas negam as alegações.
Diante da escalada, o presidente Volodymyr Zelenskiy reforçou o pedido urgente aos Estados Unidos por sistemas de defesa aérea Patriot, visando proteger centros urbanos contra novos bombardeios. Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, solicitou à comunidade internacional a implementação de sanções mais severas contra Moscou, argumentando que a pressão econômica e diplomática é necessária para conter a agressão militar. O cenário reflete um novo paradigma de escalada no conflito, com as negociações de paz permanecendo paralisadas.
Equipes de resgate permanecem em operação contínua nas cidades atingidas para localizar cidadãos que ainda estão presos sob os escombros das estruturas destruídas. Enquanto as autoridades locais avaliam a extensão total dos danos à infraestrutura crítica, o governo ucraniano busca apoio logístico e militar para mitigar os impactos da ofensiva. O bombardeio, que atingiu múltiplos pontos simultaneamente, é visto como um dos episódios mais críticos da guerra recente, elevando a tensão geopolítica na região e evidenciando a vulnerabilidade das áreas urbanas frente ao uso combinado de drones e mísseis.
Fontes primárias
Звіт Повітряних Сил ЗСУ — масована комбінована атака в ніч на 2 червня 2026
Relatório oficial do Comando da Força Aérea da Ucrânia sobre o ataque combinado massivo na noite de 2 de junho de 2026 (a partir das 18h de 1 de junho). As tropas de radiotécnica registraram 729 meios de ataque aéreo — 73 mísseis e 656 drones de vários tipos: 8 mísseis antinavio 3M22 Tsirkon, 33 mísseis balísticos Iskander-M, 27 mísseis de cruzeiro Kh-101, 5 mísseis de cruzeiro Kalibr, e 656 drones de ataque dos tipos Shahed, Gerbera, Italmas, munições erradias Banderol e drones-iscas Paródia. A direção principal do golpe foi Kiev; também foram atacados Dnipro, Kharkiv, Zaporizhzhia, a região de Poltava e outras. Até as 08h30, a defesa aérea abateu/suprimiu 642 alvos — 40 mísseis (11 balísticos Iskander-M, 26 Kh-101, 3 Kalibr) e 602 drones. Registraram-se impactos de 30 mísseis balísticos, 3 de cruzeiro e 33 drones em 38 localidades, além da queda de destroços de drones abatidos em outras 15 localidades.
Declaração oficial do Presidente Volodymyr Zelensky sobre o ataque russo de 2 de junho de 2026
Comunicado do presidente Zelensky no dia do ataque. Mais de 500 trabalhadores do Serviço Estatal de Emergência (DSNS) atuam na resposta. O golpe principal foi em Kiev, onde dezenas de prédios residenciais e infraestrutura civil foram danificados: até aquele momento, 4 mortos confirmados e 38 pessoas internadas nos hospitais da capital. Em Dnipro, operação de busca e resgate em um prédio de quatro andares parcialmente arrasado: 9 mortos, entre eles uma criança, 35 feridos na cidade e o destino de outras 6 pessoas ainda desconhecido. Também foram atingidas a infraestrutura energética da região de Kharkiv e infraestrutura crítica em Kharkiv, além das regiões de Kiev, Mykolaiv, Zaporizhzhia, Poltava, Sumy, Chernihiv e Khmelnytskyi. No total, a Rússia lançou 656 drones de ataque e 73 mísseis de vários tipos (balísticos, de cruzeiro e antinavio). Zelensky afirma que o ataque é "uma declaração absolutamente transparente da Rússia" — se a Ucrânia não for protegida contra mísseis balísticos e outros, os ataques continuarão — e pede que a Europa desenvolva sua própria antibalística e que os EUA forneçam mísseis para os sistemas Patriot. (As 13 mortes citadas no comunicado — 4 em Kiev e 9 em Dnipro — eram o número confirmado naquele momento; o total subiu ao longo do dia.)
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