Dólar fecha a R$ 5,21 e Bolsa sobe após dados de emprego nos EUA
O dólar encerrou o dia próximo à estabilidade, cotado a R$ 5,21, após dados de emprego nos EUA virem abaixo das expectativas, influenciando as projeções de juros.
Pontos principais
- O dólar à vista fechou o pregão cotado a R$ 5,2083, mantendo estabilidade em um dia de alta volatilidade.
- A economia dos EUA gerou 57 mil vagas em junho, número inferior aos 110 mil postos projetados pelo mercado.
- A taxa de desemprego americana atingiu 4,2%, segundo dados do Bureau of Labor Statistics.
- A Bolsa de Valores brasileira encerrou o dia com desempenho positivo.
- Investidores interpretaram o mercado de trabalho mais fraco como um possível alívio na pressão por juros altos pelo Fed.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve o compromisso com a meta de inflação de 2% sem sinalizar novos passos na política monetária.
- O desempenho do real foi limitado pela cautela com o cenário fiscal doméstico e o impacto dos juros americanos sob a gestão de Donald Trump.
O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,21, mantendo-se próximo ao maior patamar dos últimos três meses após uma sessão de alta volatilidade. O mercado reagiu à divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que apontaram a criação de 57 mil postos de trabalho em junho, patamar significativamente abaixo das 110 mil vagas projetadas por analistas. Com a taxa de desemprego atingindo 4,2%, investidores buscaram calibrar as expectativas sobre a política monetária, interpretando que um cenário de maior fragilidade econômica poderia reduzir a pressão por juros elevados pelo Federal Reserve. Enquanto a moeda americana oscilou, a Bolsa de Valores brasileira apresentou desempenho positivo ao final do dia.
Apesar da reação inicial de alívio, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com a meta de inflação de 2%, sem fornecer sinalizações claras sobre os próximos ajustes nas taxas. O cenário segue sendo monitorado de perto, com o desempenho do real sendo limitado tanto pela incerteza sobre a trajetória dos juros americanos sob a gestão de Donald Trump quanto pela cautela dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico. Analistas destacam que a combinação desses fatores mantém a percepção de risco elevada para ativos em economias emergentes.
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