Daily Journal
Daily Journal

Dólar sobe a R$ 5,15 e Ibovespa recua com dados de emprego nos EUA

O dólar avançou 1,74% e o Ibovespa fechou abaixo dos 170 mil pontos após o Payroll superar expectativas, reduzindo apostas em cortes de juros pelo Fed.

Daily Journal
Foto: G1 - Economia
||
05/06 às 11:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Payroll de maio registrou 172 mil novas vagas, superando a expectativa de 80 mil a 85 mil postos.
  • O dólar fechou em alta de 1,74%, atingindo R$ 5,15, pressionado pela saída de capital estrangeiro.
  • O Ibovespa recuou 0,65%, encerrando o pregão em 169.228,52 pontos.
  • O índice acumulou oito semanas consecutivas de perdas, um recorde histórico desde 1982.
  • Dados robustos de emprego reforçam a expectativa de que o Fed mantenha juros elevados por mais tempo.
  • O petróleo recuou com a valorização do dólar, com o WTI a US$ 90,54 e o Brent a US$ 93,09.
  • O governo dos EUA propôs tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros, citando preocupações com trabalho forçado.

O mercado financeiro reagiu negativamente aos indicadores econômicos dos Estados Unidos, com o Payroll de maio superando significativamente as projeções e confirmando a resiliência da economia americana. A criação de 172 mil vagas elevou as apostas de que o Federal Reserve manterá os juros em patamares elevados por mais tempo. Como reflexo direto, o dólar disparou 1,74%, encerrando o dia cotado a R$ 5,15, enquanto o Ibovespa recuou 0,65%, fechando em 169.228,52 pontos. Com este resultado, o índice acionário brasileiro acumula oito semanas consecutivas de perdas, um recorde histórico de desvalorização semanal desde 1982, distanciando-se da máxima histórica de 199.354 pontos atingida em abril de 2026.

No setor de energia, o fortalecimento da moeda americana pressionou o mercado de commodities. O barril do WTI caiu 2,69%, para US$ 90,54, e o Brent recuou 2,04%, para US$ 93,09. Apesar da queda diária, a commodity encerrou a semana com saldo positivo, sustentada pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. Embora o mercado tenha avaliado positivamente a ampliação do cessar-fogo entre Israel e Líbano, autoridades iranianas mantiveram alertas sobre a possibilidade de expansão do conflito, o que, somado às tensões diretas entre EUA e Irã, continua a gerar prêmios de risco no setor.

No Brasil, a perspectiva de juros altos nos EUA limita a atuação do Copom no ciclo de cortes da taxa Selic, pressionando os ativos locais. O cenário de incerteza é agravado pela proposta do governo de Donald Trump de aplicar tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros e pelo ambiente político doméstico. Com um volume financeiro de R$ 23,6 bilhões no dia, a combinação de dados macroeconômicos robustos, preocupações com as contas públicas americanas e instabilidade política mantém a volatilidade elevada nos mercados globais e domésticos.

Comentários

Carregando comentários...