Potenciais compradores avaliam riscos em ativos da CSN no porto de Itaguaí
Investidores analisam pendências contratuais no terminal Tecar enquanto a CSN busca vender ativos de infraestrutura para reduzir seu endividamento.
Pontos principais
- Interessados na compra de ativos da CSN investigam riscos regulatórios no terminal Tecar, localizado no Porto de Itaguaí.
- O contrato de arrendamento exigia investimentos de R$ 2 bilhões não realizados pela companhia, que alega inviabilidade técnica.
- A ANTAQ instaurou processos sancionadores contra a empresa devido ao descumprimento das metas de ampliação do terminal.
- A venda de ativos de infraestrutura e da divisão de cimentos é central na estratégia de desalavancagem liderada por Benjamin Steinbruch.
Potenciais compradores dos ativos de infraestrutura da CSN estão conduzindo uma análise rigorosa sobre os riscos regulatórios associados ao terminal Tecar, no Porto de Itaguaí. O principal ponto de atenção é a obrigação contratual de investimentos na ordem de R$ 2 bilhões, destinados à ampliação da capacidade do terminal, que não foram executados pela companhia. A CSN sustenta que as metas eram inexequíveis e dependiam de aprovações regulatórias, enquanto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mantém processos sancionadores abertos sobre o caso. A resolução dessa pendência é considerada um fator determinante para o sucesso da transação. A venda desses ativos faz parte de um plano mais amplo de Benjamin Steinbruch para reduzir o endividamento do grupo, que também inclui a negociação da divisão de cimentos, essencial para a estratégia de desalavancagem da empresa.
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