Polícia desarticula quadrilha que aplicava golpe do amor de dentro de presídio
Operação Tróia investiga detentos em Pernambuco que extorquiam vítimas no Distrito Federal fingindo pertencer a facções criminosas.
Pontos principais
- Detentos do Presídio de Igarassu, em Pernambuco, utilizavam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas.
- Criminosos ameaçavam as vítimas alegando envolvimento com parentes de líderes de facções para exigir pagamentos.
- O esquema contava com um núcleo financeiro externo, composto por três mulheres, responsável pela lavagem do dinheiro.
- A quadrilha utilizava contas de terceiros, conhecidos como 'laranjas', para movimentar os valores obtidos nas extorsões.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Tróia para desmantelar um esquema criminoso operado de dentro do sistema prisional de Pernambuco. Detentos do Presídio de Igarassu utilizavam aplicativos de relacionamento para criar perfis falsos e estabelecer contato com vítimas em todo o país. Após a coleta de dados pessoais, os golpistas passavam a extorqui-las, simulando pertencer a facções criminosas e alegando que as vítimas teriam se envolvido com parentes de líderes desses grupos. A estrutura criminosa era organizada e contava com um núcleo financeiro externo, formado por três mulheres, que realizava a lavagem dos valores obtidos por meio de contas de terceiros. A ação policial destaca a persistência de golpes digitais coordenados de dentro de unidades prisionais, evidenciando a necessidade de maior controle sobre o uso de dispositivos eletrônicos no ambiente carcerário.
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