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EUA sancionam brasileiros e empresas por elos com o PCC

O Tesouro dos EUA bloqueou bens de brasileiros e empresas acusados de lavar mais de US$ 30 milhões para o PCC via criptomoedas e esquemas de fachada.

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Foto: G1 Mundo
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01/07 às 12:31 · atualizado há 51min

Pontos principais

  • O OFAC sancionou Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e empresas associadas.
  • Investigações apontam o uso de criptomoedas, empresas de fachada e fraude publicitária para movimentar mais de US$ 30 milhões.
  • A ação foi coordenada pela Força-Tarefa de Segurança Interna, envolvendo o FBI e o Departamento de Justiça dos EUA.
  • O PCC é classificado como organização criminosa transnacional com atuação global, incluindo Japão, Turquia e Reino Unido.
  • A medida ocorre após o governo Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais em junho de 2026.
  • As sanções bloqueiam ativos e restringem o acesso dos envolvidos ao sistema financeiro dos Estados Unidos.
  • Instituições financeiras estrangeiras que facilitarem transações para os sancionados podem sofrer sanções secundárias.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do OFAC, ampliou as sanções contra cidadãos brasileiros e empresas nacionais acusados de integrar redes de lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida, que bloqueia ativos e restringe transações financeiras, atinge entidades como a Victory Trading, a Pixwave Soluções de Pagamentos e a Wave Construções Inteligentes. Victor Henrique de Oliveira Shimada é apontado pelas autoridades americanas como o principal elo entre a facção e operadores sediados na Flórida, utilizando criptomoedas e esquemas de fraude publicitária para movimentar mais de US$ 30 milhões. Esta operação foi coordenada pela Força-Tarefa de Segurança Interna, com participação do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA, marcando a terceira rodada de sanções específicas do OFAC contra operações ligadas ao grupo.

Esta ofensiva é um desdobramento da estratégia da Casa Branca após o governo do presidente Donald Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais em junho de 2026. Além do bloqueio direto, a determinação impõe riscos a terceiros: instituições financeiras estrangeiras que facilitarem transações para os sancionados podem sofrer sanções secundárias. O objetivo central da administração americana é desmantelar a infraestrutura financeira que sustenta a organização, considerada uma facção criminosa transnacional com presença global, utilizando o sistema financeiro dos EUA como ponto de pressão contra o crime organizado.

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