Governo federal reforça combate ao crime organizado em São Paulo
Ministério da Justiça inaugura unidade do Coaf e Escritório Nacional Antifacção, com foco em inteligência financeira e integração entre forças de segurança.
Pontos principais
- O Ministério da Justiça investiu R$ 30 milhões na expansão da capacidade operacional do Coaf e na criação de novas unidades.
- A Polícia Federal e o Coaf firmaram um acordo de cooperação técnica para intensificar o intercâmbio de informações estratégicas.
- O Escritório Nacional Antifacção promoverá a integração entre forças federais, estaduais e municipais para ações de inteligência.
- O governo federal anunciou investimentos em 138 presídios para aprimorar o isolamento de lideranças criminosas.
- Novas unidades do Escritório Nacional Antifacção serão instaladas no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu.
- O ministro Wellington César esclareceu que a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA não possui efeitos extraterritoriais.
- A parceria entre PF e Coaf inclui programas de capacitação técnica para servidores de ambos os órgãos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou em São Paulo uma nova coordenadoria regional do Coaf e o Escritório Nacional Antifacção. Com um investimento de R$ 30 milhões, a expansão do Coaf visa descentralizar as ações de inteligência financeira, focando na asfixia de estruturas de lavagem de dinheiro que sustentam atividades ilícitas. Paralelamente, a Polícia Federal e o Coaf formalizaram um acordo de cooperação técnica para ampliar o intercâmbio de dados estratégicos e promover a capacitação de servidores, fortalecendo o enfrentamento a crimes financeiros no país. O novo escritório, coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), busca integrar as forças de segurança federais, estaduais e municipais para desarticular redes criminosas em um dos principais centros econômicos do Brasil.
Além da estrutura em São Paulo, o governo federal planeja expandir a iniciativa para o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu. O plano estratégico inclui ainda investimentos em 138 presídios brasileiros, com o objetivo de melhorar a segurança e o isolamento de lideranças de facções. Durante o anúncio, o ministro Wellington César ressaltou que a recente designação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos não gera efeitos extraterritoriais, mantendo o foco da atuação estatal dentro das normas jurídicas nacionais. As medidas reforçam a cooperação institucional e ampliam a capilaridade da fiscalização estatal no combate à criminalidade complexa.
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