MP-SP processa influenciador por falas discriminatórias contra pobres
O Ministério Público de São Paulo move ação contra Leonardo Marcondes por defender a retirada do direito ao voto de pessoas de baixa renda.
Pontos principais
- O influenciador Leonardo Marcondes é acusado de aporofobia após vídeos onde questiona o direito de voto de pessoas pobres.
- A ação civil pública também cita a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, onde os conteúdos foram publicados.
- O promotor Ricardo Manuel Castro argumenta que as declarações reforçam estereótipos e extrapolam o debate político.
- Marcondes, que possui 1,3 milhão de seguidores, defendeu que o poder de decisão política deveria ser restrito a pessoas ricas.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes, que acumula 1,3 milhão de seguidores em suas redes sociais. A medida, conduzida pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, responde a vídeos nos quais o influenciador defende a restrição do direito ao voto para pessoas de baixa renda, prática classificada pelo órgão como aporofobia. O promotor Ricardo Manuel Castro sustenta que as falas não se limitam ao debate político, mas promovem a discriminação contra grupos vulneráveis.
Além do influenciador, a ação inclui a Meta, empresa proprietária do Instagram e Facebook, plataformas onde o conteúdo foi veiculado. O caso levanta discussões sobre os limites da liberdade de expressão em ambientes digitais e a responsabilidade das plataformas na moderação de conteúdos que incitam o preconceito contra a condição socioeconômica dos cidadãos.
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