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Morgan Stanley aponta que inadimplência no Brasil é setorial

Relatório indica que o estresse no crédito brasileiro é concentrado no agronegócio e influenciado por mudanças contábeis, sem caráter sistêmico.

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Foto: InfoMoney
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30/06 às 11:35

Pontos principais

  • O Morgan Stanley avalia que a inadimplência no Brasil apresenta deterioração setorial e não sistêmica.
  • Mudanças na Resolução 4.966 do Banco Central inflaram artificialmente os índices de inadimplência acima de 90 dias.
  • O agronegócio é identificado como a principal fonte de estresse real na qualidade dos ativos bancários.
  • Segmentos como cartões de crédito e financiamento de veículos apresentam quadros mais saudáveis após ajustes contábeis.

Um relatório recente do Morgan Stanley indica que a inadimplência no Brasil não possui natureza sistêmica, sendo caracterizada por uma deterioração concentrada em setores específicos, com destaque para o agronegócio. Segundo a análise, parte do aumento nos índices de inadimplência acima de 90 dias é reflexo de mudanças contábeis impostas pela Resolução 4.966 do Banco Central, que inflaram artificialmente os dados. Após o ajuste contábil, segmentos como cartões de crédito e financiamento de veículos demonstram resiliência e quadros mais saudáveis. Contudo, o banco ressalta que empréstimos pessoais e o crédito consignado privado exigem monitoramento contínuo, uma vez que apresentam sinais de deterioração real. A avaliação do Morgan Stanley sugere que, embora existam pontos de pressão, o cenário do crédito no país não indica uma crise generalizada no sistema financeiro.

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