Espanha recebe mais de um milhão de pedidos de regularização migratória
O governo espanhol encerrou o programa de regularização com mais de um milhão de solicitações, dobrando a projeção inicial feita em abril.
Pontos principais
- O número de solicitações alcançou a marca de um milhão, superando a meta inicial de 500 mil inscritos.
- O prazo para as inscrições no programa foi oficialmente encerrado na última terça-feira, 30 de junho de 2026.
- A iniciativa visa integrar trabalhadores ao mercado formal para sustentar a economia e combater o envelhecimento populacional.
- Os candidatos devem comprovar residência contínua e ausência de antecedentes criminais para obter a regularização.
- A política espanhola de acolhimento contrasta com a tendência de restrições migratórias observada em outros países da União Europeia.
- O plano enfrenta resistência política interna em um momento de pressão sobre a gestão de Pedro Sánchez.
O governo da Espanha encerrou, na última terça-feira, 30 de junho de 2026, um programa extraordinário de regularização migratória que atraiu mais de um milhão de solicitações. A iniciativa, anunciada originalmente em abril, superou significativamente a previsão inicial das autoridades de 500 mil pedidos. Segundo fontes familiarizadas com o processo, o governo agora se prepara para conceder as autorizações de residência, visando retirar imigrantes da informalidade e integrá-los ao mercado de trabalho formal como estratégia para mitigar os efeitos do envelhecimento populacional e garantir o crescimento do PIB.
Para serem elegíveis, os interessados precisaram comprovar residência contínua no país e apresentar certidões negativas de antecedentes criminais. Enquanto a Espanha adota uma postura de abertura, a medida destoa das políticas migratórias mais restritivas implementadas por outros Estados-membros da União Europeia. Apesar dos objetivos econômicos, o plano enfrenta forte oposição política interna, em um cenário de instabilidade agravado por denúncias de corrupção que pressionam a atual administração do primeiro-ministro Pedro Sánchez.
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