O governo espanhol, sob a liderança do primeiro-ministro Pedro Sánchez, aprovou a regularização extraordinária de cerca de meio milhão de imigrantes sem documentos, incluindo muitos latino-americanos e brasileiros. A medida, que não requer aprovação parlamentar e será implementada por decreto real, visa normalizar a situação de pessoas que já estão integradas à vida cotidiana do país e atuam em setores essenciais como agricultura, turismo e serviços.
O processo de regularização terá início ainda em abril, com agendamento presencial para confirmação de dados e apresentação de documentos, e postos de atendimento serão instalados até 30 de junho para absorver a demanda. A análise dos pedidos será concluída em até dois meses e meio. Para se qualificar, os imigrantes devem ter chegado antes de 1º de janeiro de 2026, comprovar cinco meses de residência contínua e não ter antecedentes criminais. Imigrantes aprovados receberão autorização de residência e trabalho, número de Segurança Social e acesso ao sistema público de saúde.
Sánchez defendeu a medida como um ato de justiça e necessidade para enfrentar a falta de mão de obra e o envelhecimento da população. Embora tenha recebido apoio de organizações humanitárias, da Igreja Católica e de empresários, a proposta foi criticada por partidos de oposição como o PP e o Vox, que planeja recorrer ao Supremo Tribunal.
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