Blue Origin segue sem identificar causa de explosão do foguete New Glenn
Empresa reconstrói base na Flórida com novo sistema híbrido e mantém meta de retomar voos do New Glenn até o final de 2026 após falha catastrófica.
Pontos principais
- A causa técnica da explosão de maio permanece sob investigação, com indícios focados na seção traseira do primeiro estágio.
- A reconstrução da plataforma LC-36A introduz um sistema de guindaste para montagem vertical, substituindo o transportador-ereto original.
- O novo conceito operacional híbrido visa aumentar a cadência de voos e será replicado no complexo LC-36B para a versão 9X4 do foguete.
- O incidente impactou cronogramas da NASA, Amazon e AST SpaceMobile, mas a empresa reafirma o retorno das operações para 2026.
A Blue Origin segue investigando as causas da falha catastrófica que destruiu o foguete New Glenn em maio. Embora a investigação preliminar aponte para problemas na seção traseira do primeiro estágio, a empresa ainda não apresentou uma conclusão definitiva. Para mitigar os impactos no cronograma, que afetam parceiros como a NASA, Amazon e AST SpaceMobile, a companhia iniciou a reconstrução de sua plataforma de lançamento LC-36A na Flórida. O projeto adota um novo conceito operacional híbrido, substituindo o transportador-ereto original por um sistema de guindaste para montagem vertical, visando acelerar o retorno das operações e aumentar a frequência de lançamentos futuros.
Além da recuperação da LC-36A, a Blue Origin planeja aplicar o novo design ao complexo LC-36B, que está sendo preparado para suportar a versão mais potente do foguete, o 9X4. Apesar da incerteza técnica persistente, a liderança da companhia mantém a previsão de retomar os lançamentos até o final de 2026. A estratégia reforça o compromisso da empresa em consolidar o New Glenn como uma alternativa competitiva à SpaceX no mercado global de lançamentos espaciais, mesmo diante dos desafios impostos pelo acidente recente.
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