Aumento de casos de dependência digital leva usuários à terapia
Especialistas relatam crescimento na busca por tratamento para o uso compulsivo de smartphones, impulsionado por gatilhos emocionais e dopamina.
Pontos principais
- O vício em celular ainda não é uma condição de saúde oficial, mas a procura por ajuda profissional cresceu significativamente.
- O uso excessivo está ligado à liberação de dopamina no cérebro, criando um ciclo de recompensa compulsivo similar a outros vícios.
- Instituições como o ITAA e centros de reabilitação oferecem suporte para indivíduos que perderam o controle sobre o tempo de tela.
- Especialistas recomendam a terapia comportamental e a identificação de gatilhos emocionais como estratégias fundamentais de tratamento.
O uso excessivo de smartphones tem levado um número crescente de pessoas a buscar ajuda profissional para tratar a dependência digital. Embora o vício em celular não seja classificado como uma condição de saúde oficial, especialistas observam que o comportamento compulsivo, muitas vezes associado a sentimentos de solidão, gera um ciclo de recompensa cerebral via dopamina. Esse fenômeno tem impulsionado a procura por grupos de apoio, como o ITAA, e centros especializados em reabilitação para quem perdeu o controle sobre o tempo de tela.
Para especialistas, o tratamento eficaz vai além do uso de ferramentas de monitoramento digital. A terapia comportamental é apontada como essencial para que o paciente compreenda os gatilhos emocionais que motivam o uso compulsivo. A recomendação é que a busca por atividades alternativas e a autorreflexão sejam integradas ao cotidiano para reduzir a dependência e retomar o equilíbrio no uso de dispositivos.
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