Relatório aponta que o fisco britânico falhou ao usar dados imprecisos de voos para cortar auxílios sem avaliar o impacto social da medida.
Um relatório do National Audit Office (NAO) revelou falhas graves na implementação de uma política de combate a fraudes pelo HMRC, o fisco britânico. A agência suspendeu indevidamente o benefício infantil de 23 mil famílias ao utilizar registros de voos fornecidos pelo Home Office, que sugeriam incorretamente que os beneficiários haviam deixado o país. O órgão auditor destacou que o governo não avaliou o impacto social da medida antes de aplicá-la, evidenciando problemas críticos de governança e na qualidade dos dados utilizados para decisões administrativas. A investigação foi motivada pelo impacto direto nas famílias, que perderam o suporte financeiro sem qualquer justificativa válida. O caso levanta preocupações sobre a confiabilidade dos sistemas automatizados de verificação do governo e a necessidade de maior rigor na proteção dos direitos dos cidadãos em programas de assistência social.
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