Ascenty investe US$ 1,2 bilhão em data centers para IA no Brasil
A Ascenty expande sua infraestrutura com quatro novos data centers focados em inteligência artificial, somando 150 MW de capacidade adicional.
Pontos principais
- O investimento de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) é voltado para quatro novos data centers no estado de São Paulo.
- Os projetos somam 150 MW de capacidade de processamento, representando um aumento de 40% no parque atual da companhia.
- O projeto em Sumaré é o primeiro da América Latina concebido desde a origem exclusivamente para cargas de trabalho de IA.
- As novas instalações utilizarão sistemas avançados de resfriamento líquido para suportar GPUs de alta densidade.
- A empresa investiu US$ 50 milhões em uma nova linha de transmissão de 32 km para garantir energia à unidade de Sumaré.
- Apesar da ausência do Regime de Tributação Especial para Data Centers (ReData), a Ascenty mantém o cronograma de expansão.
- A previsão é que as novas unidades entrem em operação a partir do terceiro trimestre de 2027.
A Ascenty, joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure, anunciou um aporte de US$ 1,2 bilhão para acelerar a construção de infraestrutura de data centers voltada à inteligência artificial generativa no Brasil. O plano contempla quatro novas unidades no interior e na Grande São Paulo, que já possuem contratos de pré-locação firmados com clientes globais de tecnologia. O projeto de maior destaque, localizado em Sumaré, foi projetado especificamente para suportar as altas demandas computacionais de IA, utilizando tecnologias de resfriamento líquido e arquitetura de alta densidade.
O movimento estratégico ocorre em um momento de forte aceleração da demanda por processamento de dados na América Latina. Segundo a companhia, o investimento em infraestrutura física é apenas uma parte do ecossistema, com estimativas de que os clientes aloquem mais de US$ 5 bilhões adicionais em equipamentos, como GPUs, para equipar os centros. A Ascenty reforça que, mesmo sem a aprovação do ReData, o Brasil permanece como um hub estratégico devido à abundância de energia renovável e à conectividade por cabos submarinos.
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