Modalidade de crédito que promete isenção de juros para servidores públicos é investigada por esconder tarifas elevadas e elevar o endividamento.
A modalidade de antecipação salarial tem ganhado espaço como uma nova forma de crédito voltada a servidores públicos, operando de maneira similar ao consignado, porém com estruturas de custos distintas. Embora o serviço seja frequentemente ofertado sob a promessa de isenção de juros, investigações em curso no Distrito Federal apontam que a prática esconde tarifas elevadas que encarecem significativamente o crédito para o tomador. A falta de clareza sobre os custos reais do serviço tem gerado preocupações entre órgãos de controle e especialistas em finanças, que alertam para o risco de superendividamento dos funcionários públicos. O avanço dessa modalidade em folhas de pagamento estaduais e municipais levanta um debate urgente sobre a necessidade de maior transparência e regulação para proteger o servidor de encargos abusivos disfarçados de benefícios financeiros.
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