Incidência de tabagismo é 76% maior na população LGBTI+, aponta Inca
Levantamento do Inca revela maior consumo de tabaco e vapes entre pessoas LGBTI+, destacando a urgência de políticas de saúde pública específicas.
Pontos principais
- A prevalência de tabagismo entre homossexuais e bissexuais é de 22,4%, ante 12,7% entre heterossexuais.
- O uso de dispositivos eletrônicos para fumar é quase seis vezes superior na população LGBTI+.
- Fatores como LGBTIfobia, ansiedade e depressão são apontados como impulsionadores do consumo.
- O Ministério da Saúde tornou obrigatório o registro de orientação sexual e identidade de gênero no SUS para aprimorar o atendimento.
Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelou que a incidência de tabagismo entre pessoas homossexuais e bissexuais é 76% maior do que na população heterossexual. O estudo destaca que o uso de dispositivos eletrônicos, como vapes, é quase seis vezes mais frequente entre o público LGBTI+. Especialistas associam esses números a fatores de risco psicossociais, incluindo a exposição à LGBTIfobia, além de maiores taxas de ansiedade e depressão. Adicionalmente, o relatório aponta que a indústria do tabaco utiliza estratégias de marketing direcionadas para captar esse segmento. Para enfrentar o cenário, o Ministério da Saúde implementou a obrigatoriedade do preenchimento de dados sobre orientação sexual e identidade de gênero no SUS, visando qualificar a coleta de informações e direcionar políticas de saúde pública mais eficazes na atenção primária.
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