INCA alerta para riscos de cigarros com sabor entre jovens
O INCA defende a proibição de aditivos em cigarros para conter o tabagismo infantil, enquanto a indústria contesta a medida na justiça.
Pontos principais
- O INCA classifica o tabagismo como uma doença pediátrica devido ao apelo de sabores e aromas.
- A indústria fumageira contesta judicialmente a resolução da Anvisa que proíbe aditivos em produtos de tabaco.
- Estudo do INCA refuta o argumento da indústria de que a proibição de aditivos inviabilizaria a produção nacional.
- Dados da Opas apontam que cerca de 2,6 milhões de adolescentes consomem tabaco nas Américas.
- O Ministério da Saúde afirma que não existem dispositivos eletrônicos para fumar seguros.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) intensificou o alerta sobre o uso de cigarros com sabores e dispositivos eletrônicos entre o público jovem. Segundo o diretor-geral do órgão, Roberto Gil, a estratégia de marketing com aromas tem transformado o tabagismo em uma preocupação pediátrica. Atualmente, a proibição de aditivos em produtos de tabaco, estabelecida pela Anvisa, enfrenta uma batalha judicial movida pela indústria fumageira, que alega riscos à viabilidade da produção nacional — argumento refutado por estudos técnicos do instituto. A questão aguarda uma definição do STF, sendo tratada pelo Ministério da Saúde como uma prioridade de saúde pública. Com cerca de 2,6 milhões de adolescentes fumantes nas Américas, o governo reforça que não há nível seguro para o consumo desses produtos, destacando a urgência de medidas preventivas contra a iniciação ao vício.
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