Empresas dos EUA restringem cobertura de medicamentos GLP-1
Custos elevados de tratamentos para emagrecimento levam companhias a limitar o acesso aos medicamentos GLP-1 em planos de saúde corporativos.
Pontos principais
- O custo mensal dos tratamentos GLP-1 pode atingir US$ 1.350, pressionando os orçamentos de saúde das empresas.
- Pesquisas indicam que 87% das companhias esperam um aumento na demanda com a chegada das versões em pílulas.
- Empregadores estão endurecendo critérios de elegibilidade e algumas empresas planejam encerrar a cobertura até 2027.
- O governo dos EUA anunciou que o Medicare oferecerá os medicamentos por valores reduzidos a partir de julho.
A popularização dos medicamentos GLP-1 para emagrecimento tem gerado um desafio financeiro para o setor corporativo nos Estados Unidos. Embora houvesse a expectativa de que as novas versões em comprimidos reduzissem os custos, os valores permanecem elevados, equiparando-se aos das opções injetáveis. Diante desse cenário, muitas empresas estão revisando seus planos de saúde, restringindo a elegibilidade através de critérios mais rígidos, como o aumento do IMC mínimo exigido, ou planejando o encerramento total da cobertura até 2027. A incerteza sobre a adesão de longo prazo dos pacientes e o alto impacto financeiro, que pode chegar a US$ 1.350 mensais por pessoa, são os principais fatores que motivam a decisão. Paralelamente, o governo federal anunciou que o Medicare passará a disponibilizar esses tratamentos por preços reduzidos a partir de julho, alterando a dinâmica de acesso ao mercado.
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