Governo fica com fatia minoritária na startup de Robert Friedland, que aposta em carbeto de silício e geotérmica.
O CHIPS Research & Development Office do Departamento de Comércio assinou um acordo definitivo com a I-Pulse para um aporte de US$250 milhões no âmbito do CHIPS and Science Act, com o objetivo de desenvolver semicondutores de potência inéditos de carbeto de silício (SiC). A I-Pulse, cofundada pelo bilionário da mineração Robert Friedland (CEO) e por Laurent Frescaline (CTO), desenvolverá chaves de estado sólido de SiC de alta temperatura, alta corrente e alta tensão, com usos previstos em mineração subterrânea, manufatura, sistemas de defesa e perfuração geotérmica. Em conexão com o aporte, o Departamento recebeu uma participação acionária minoritária e sem controle na empresa.
O programa será conduzido pela equipe da I-Pulse em Albuquerque, Novo México, perto dos Sandia National Laboratories e do Air Force Research Laboratory; a empresa também tem instalações em Detroit e em Toulouse, França. Friedland disse que o financiamento avançará a tecnologia geotérmica, argumentando que 'o fator limitante na inteligência artificial é a energia limpa... A melhor resposta é a geotérmica'. Entre os investidores da I-Pulse estão a Rio Tinto e a Newmont, e Friedland afirmou que a empresa 'provavelmente será uma empresa de capital aberto em alguns anos'.
Srnnews • 26 jun, 09:00
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