DRAM subiu até 98% no 1º tri e data centers devem consumir 70% da memória em 2026, alta apelidada de 'RAMageddon'.
A Apple aumentou os preços de Macs, iPads, HomePods e Vision Pro em 25 de junho, dizendo que não conseguia mais proteger os clientes dos custos crescentes de memória e armazenamento impulsionados pela construção de data centers de IA — o iPhone ficou sem alteração por enquanto. Em comunicado, a empresa afirmou: 'Nunca vimos um aumento de preço de componentes tão grande, tão rápido. Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços.' O MacBook Neo passou a custar a partir de US$699 (ante US$599), o MacBook Air a partir de US$1.299 (ante US$1.099), o MacBook Pro com 1TB foi a US$1.999 (ante US$1.699) e o iPad Air de 128GB, a US$749 (ante US$599).
O movimento reflete o que ficou conhecido como 'RAMageddon': os preços da memória DRAM subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem saltar mais 58% a 63% no trimestre atual, segundo a TrendForce. Fabricantes de memória como a Micron priorizaram fabricantes de chips de IA, como a Nvidia, e espera-se que os data centers consumam até 70% da produção total de memória em 2026, deixando fabricantes de celulares e PCs disputando o restante.
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