Exploração de urânio e fosfato no Ceará enfrenta décadas de atraso devido a exigências ambientais e burocráticas pendentes.
O projeto de exploração de urânio e fosfato em Santa Quitéria, no Ceará, permanece estagnado desde a década de 1970. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a empresa Galvani, tem como objetivo estratégico reduzir a dependência brasileira na importação de fertilizantes e combustível nuclear. Embora a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) tenha autorizado a instalação do beneficiamento em 2024, o empreendimento segue dependente da licença prévia do Ibama. O processo de licenciamento ambiental enfrenta novos impasses relacionados à necessidade de consultas formais a comunidades indígenas, conforme exigido pela Funai e pela Defensoria Pública da União. Enquanto o Brasil continua a importar insumos essenciais para a agricultura e o setor energético, as reservas cearenses permanecem inexploradas, ilustrando os desafios burocráticos que impactam grandes projetos de infraestrutura no país.
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