Mounjaro domina mercado de GLP-1 no Brasil antes da chegada de genéricos
Com 57% de participação, o Mounjaro lidera o setor de GLP-1 no Brasil, que aguarda a entrada de genéricos da semaglutida para reduzir preços.
Pontos principais
- O Mounjaro detém 57% do mercado brasileiro de GLP-1, superando a semaglutida, que possui 43% de participação.
- A decisão do STJ de negar a extensão da patente da semaglutida viabiliza a entrada de genéricos no país.
- Laboratórios como EMS e Eurofarma já iniciaram o lançamento de versões genéricas, com expectativa de queda de 30% a 50% nos preços.
- O mercado de GLP-1 no Brasil tem projeção de movimentar R$ 20 bilhões em 2026, impulsionado pela demanda para obesidade e diabetes.
- A Anvisa mantém a obrigatoriedade de retenção de receita médica para a venda de canetas GLP-1 desde abril de 2025.
O mercado brasileiro de medicamentos da classe GLP-1, amplamente utilizados para o tratamento de obesidade e diabetes, vive um momento de transformação. Atualmente, o Mounjaro lidera o setor com 57% de participação, enquanto a semaglutida, presente no Ozempic e Wegovy, detém os 43% restantes. O cenário, contudo, deve mudar com a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou a extensão da patente da semaglutida, permitindo a entrada de versões genéricas produzidas por laboratórios nacionais como EMS e Eurofarma. A expectativa é que a concorrência promova uma redução de 30% a 50% nos preços ao consumidor. Com o mercado projetado para movimentar R$ 20 bilhões em 2026, a regulação da Anvisa, que exige retenção de receita médica desde abril de 2025, continua sendo um pilar central para o controle da comercialização desses fármacos no país.
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