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Patente do Mounjaro no Brasil expira em 2036; projeto de lei busca quebra antecipada

A patente da tirzepatida (Mounjaro) da Eli Lilly no Brasil é válida até 2036, enquanto um projeto de lei propõe sua quebra antecipada para interesse público.

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Foto: InfoMoney
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22/03 às 12:01

Pontos principais

  • A patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) expirou no Brasil em março de 2026, permitindo genéricos.
  • A patente da tirzepatida (Mounjaro) da Eli Lilly é válida no Brasil até junho de 2036.
  • Um projeto de lei do deputado Mário Heringer (PDT-MG) busca declarar o Mounjaro de interesse público para quebra de patente.
  • Especialistas consideram a quebra de patente rara no Brasil, exigindo critérios como problemas de abastecimento.
  • O licenciamento compulsório foi aplicado apenas uma vez no Brasil, em 2007, para um antiviral de HIV.

A patente da tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro da Eli Lilly, tem validade no Brasil até junho de 2036. Esta situação contrasta com a semaglutida, presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy da Novo Nordisk, cuja patente expirou em março de 2026, abrindo caminho para a produção de versões genéricas e similares no mercado brasileiro.

Diante da exclusividade do Mounjaro, o deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) apresentou um projeto de lei que visa declarar o medicamento de interesse público, o que poderia levar à quebra antecipada de sua patente por meio de licenciamento compulsório. No entanto, especialistas apontam que a quebra de patentes é um evento raro no Brasil, geralmente reservado para situações específicas como problemas de abastecimento, critérios que atualmente não se aplicam ao Mounjaro, uma vez que o medicamento não está incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) nem nas diretrizes de tratamento da obesidade. O único precedente de licenciamento compulsório no país ocorreu em 2007, envolvendo um antiviral para HIV.

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