Medicamento Leqembi chega ao Brasil para tratar Alzheimer inicial
O Leqembi, anticorpo monoclonal que retarda o declínio cognitivo no Alzheimer, já está disponível no Brasil com custo superior a R$ 8,5 mil mensais.
Pontos principais
- O fármaco é indicado exclusivamente para pacientes em estágio inicial com presença confirmada de placas de proteína amiloide.
- A administração exige infusão intravenosa em ambiente hospitalar e é contraindicada para portadores da mutação genética APOE-e4.
- O tratamento apresenta riscos de efeitos colaterais graves, incluindo edemas e hemorragias cerebrais.
- O Leqembi integra uma nova classe de terapias modificadoras da doença, ao lado do medicamento Kisunla.
O medicamento Leqembi iniciou sua disponibilidade comercial no Brasil após aprovação da Anvisa. Desenvolvido como um anticorpo monoclonal, o fármaco atua na redução do ritmo de declínio cognitivo em pacientes diagnosticados com Alzheimer em fase inicial. O tratamento, que se junta ao Kisunla como uma das opções terapêuticas modificadoras da evolução da doença, exige administração via infusão intravenosa em ambiente hospitalar especializado. O custo mensal estimado supera R$ 8,5 mil, valor que não inclui taxas clínicas adicionais. Especialistas reforçam que o uso é restrito a pacientes com placas de proteína amiloide confirmadas e sem a mutação genética APOE-e4, alertando ainda para a necessidade de monitoramento rigoroso devido ao risco de efeitos colaterais graves, como hemorragias e edemas cerebrais.
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