Justiça francesa ordena que TotalEnergies revise metas climáticas
Tribunal de Paris determina que a petroleira detalhe riscos climáticos e emissões de escopo 3 em seus relatórios de vigilância corporativa.
Pontos principais
- A decisão judicial obriga a TotalEnergies a contabilizar emissões de escopo 3, geradas pelo uso de seus produtos pelos consumidores.
- O processo foi movido pela cidade de Paris e ONGs, baseando-se na lei francesa de dever de vigilância de 2017.
- A empresa tem seis meses para adequar seus relatórios de risco ambiental.
- O tribunal negou pedidos para limitar a exploração internacional de combustíveis fósseis e não impôs metas vinculativas de redução.
Um tribunal de Paris emitiu uma decisão que impõe novas exigências de transparência à petroleira TotalEnergies. A justiça determinou que a companhia deve incluir em seus relatórios de risco as emissões de gases de efeito estufa de escopo 3, referentes ao uso final de seus produtos. O caso, movido pela prefeitura de Paris e organizações ambientais, baseou-se na lei de dever de vigilância corporativa de 2017. Embora a sentença represente uma vitória para os autores ao exigir maior detalhamento dos riscos climáticos, o tribunal negou solicitações para restringir as operações internacionais de exploração de combustíveis fósseis da empresa e não estabeleceu metas vinculativas de redução de emissões. A TotalEnergies dispõe de seis meses para realizar as adequações em sua documentação obrigatória, em um movimento que reforça a pressão por maior responsabilidade corporativa sobre toda a cadeia de valor.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
