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Acordo de 1951 permite que militares dos EUA sejam julgados internamente no Reino Unido

Um tratado diplomático possibilita que militares americanos cometam crimes em solo britânico e sejam julgados por cortes marciais dos EUA.

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Foto: The Guardian World
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25/06 às 02:31

Pontos principais

  • O mecanismo jurídico tem base em um acordo diplomático estabelecido em 1951.
  • Militares americanos podem ser processados internamente mesmo em casos de crimes graves, como agressão sexual.
  • Críticos apontam falta de transparência e prejuízo às vítimas no processo de julgamento.
  • Atualmente, mais de 12.000 militares dos EUA operam em pelo menos 15 bases no Reino Unido.

Um acordo diplomático firmado em 1951 permite que militares dos Estados Unidos estacionados no Reino Unido sejam julgados por tribunais marciais americanos, em vez de responderem perante a justiça britânica. O mecanismo é aplicado mesmo em casos de crimes graves, incluindo denúncias de agressão sexual e pedofilia. A prática tem gerado críticas de especialistas e defensores de direitos humanos, que argumentam que o sistema carece de transparência e impõe um processo degradante às vítimas locais. Com mais de 12.000 militares americanos operando em pelo menos 15 bases britânicas, a questão levanta debates sobre soberania jurídica e a eficácia da prestação de contas em crimes cometidos por forças estrangeiras em solo aliado.

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