Um tratado diplomático possibilita que militares americanos cometam crimes em solo britânico e sejam julgados por cortes marciais dos EUA.
Um acordo diplomático firmado em 1951 permite que militares dos Estados Unidos estacionados no Reino Unido sejam julgados por tribunais marciais americanos, em vez de responderem perante a justiça britânica. O mecanismo é aplicado mesmo em casos de crimes graves, incluindo denúncias de agressão sexual e pedofilia. A prática tem gerado críticas de especialistas e defensores de direitos humanos, que argumentam que o sistema carece de transparência e impõe um processo degradante às vítimas locais. Com mais de 12.000 militares americanos operando em pelo menos 15 bases britânicas, a questão levanta debates sobre soberania jurídica e a eficácia da prestação de contas em crimes cometidos por forças estrangeiras em solo aliado.
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