Escassez de chips modernos e foco em memórias HBM para IA impulsionam alta expressiva nos custos de tecnologias legadas de memória RAM.
O mercado de componentes eletrônicos enfrenta uma pressão inflacionária significativa nas memórias DDR2, que registraram uma valorização de até 60% no segundo trimestre de 2026. Esse movimento é resultado de um efeito cascata provocado pela escassez de tecnologias mais recentes, como DDR4 e DDR5, levando empresas a redesenharem produtos para suportar padrões legados. A situação é agravada pela estratégia de grandes fabricantes, como a Winbond, que reduziram a produção de chips antigos para focar em memórias HBM, essenciais para o desenvolvimento de inteligência artificial e de maior margem de lucro. Diante da oferta restrita, companhias como ESMT e PSMC buscam ampliar a capacidade produtiva para atender à demanda. Contudo, a tendência de alta deve persistir, com estimativas de novos reajustes entre 35% e 40% para os próximos meses, impactando custos operacionais de sistemas que ainda dependem dessas memórias.
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