Preço de chips da Nvidia dobra no mercado negro chinês
Restrições de exportação dos EUA elevam custos de aceleradores de IA na China, que busca alternativas para contornar o bloqueio comercial.
Pontos principais
- O sistema DGX B300 da Nvidia alcançou o valor de US$ 1,1 milhão no mercado ilegal chinês.
- Intermediários em Cingapura e Malásia são utilizados para contornar as sanções tecnológicas americanas.
- O governo chinês prioriza a independência tecnológica e rejeita modelos de performance reduzida, como o H200.
- As restrições dos EUA visam limitar o avanço da capacidade chinesa em inteligência artificial.
O mercado negro de chips de inteligência artificial na China tem registrado uma escalada nos preços, com aceleradores da Nvidia proibidos de exportação atingindo valores que chegam a US$ 1,1 milhão por unidade. A alta é reflexo direto das restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, que busca impedir que a China fortaleça seu setor de IA com tecnologias de ponta. Para driblar o bloqueio, empresas chinesas têm recorrido a intermediários localizados em Cingapura e na Malásia. Paralelamente, Pequim tem demonstrado resistência em adotar versões de chips com performance reduzida, como o modelo H200, reforçando sua estratégia de buscar independência tecnológica nacional. A situação evidencia a dificuldade de conter o fluxo global de hardware avançado, mesmo sob rigoroso controle comercial, e destaca o papel crítico desses componentes na disputa geopolítica entre as duas maiores potências mundiais.
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