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OpenAI e Broadcom revelam Jalapeño, chip focado em inferência de IA

O Jalapeño é um processador ASIC desenvolvido para otimizar a inferência de LLMs, visando maior eficiência energética e redução de custos operacionais a partir de 2026.

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Foto: TecMundo
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24/06 às 10:32 · atualizado 17:34

Pontos principais

  • O chip Jalapeño foi desenvolvido em nove meses, utilizando modelos da própria OpenAI para otimizar o design do hardware.
  • O componente é um ASIC focado especificamente em inferência de LLMs, oferecendo desempenho por watt superior aos aceleradores atuais.
  • A parceria integra tecnologias de rede da Broadcom e suporte da Celestica para a industrialização e escala dos data centers.
  • A iniciativa visa reduzir a dependência da OpenAI em relação a fornecedores de hardware de uso geral, como a Nvidia.
  • O projeto marca um movimento estratégico da OpenAI para controlar toda a sua pilha tecnológica de hardware e software.
  • A implantação do novo processador está prevista para começar no final de 2026, visando clusters de escala gigawatt.
  • O desenvolvimento próprio busca melhorar a eficiência econômica da OpenAI após prejuízos operacionais registrados em 2025.
  • A OpenAI planeja publicar um relatório técnico detalhado com benchmarks de desempenho nos próximos dois meses.
  • Segundo Greg Brockman, o novo hardware entrega ganhos significativos de desempenho por watt e por dólar.
  • Apesar do novo hardware, a OpenAI mantém acordos de fornecimento com parceiros estratégicos como Nvidia, AWS e AMD.

A OpenAI e a Broadcom oficializaram o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenvolvido com foco exclusivo em inferência de modelos de linguagem de grande porte (LLMs). Diferente de aceleradores de propósito geral, o componente é um ASIC arquitetado do zero para otimizar a execução de cargas de trabalho de IA, permitindo que a OpenAI escale sua capacidade de processamento enquanto reduz custos operacionais. O desenvolvimento, que abrangeu desde o design até o tape-out em apenas nove meses, contou com o auxílio dos próprios modelos de IA da OpenAI para refinar a arquitetura do hardware, garantindo que o chip atenda precisamente às demandas de processamento da companhia. A industrialização do projeto conta ainda com o suporte da Celestica.

Este anúncio marca um passo estratégico na infraestrutura da OpenAI, que busca maior controle sobre sua cadeia de suprimentos para garantir a escalabilidade necessária para futuros modelos e diminuir a dependência de fornecedores externos, como a Nvidia. Com a Broadcom responsável pela fabricação e o suporte de tecnologias de rede avançadas, a empresa planeja implantar clusters de computação de escala gigawatt. A colaboração técnica entre as empresas visa elevar o desempenho dos sistemas de inferência, consolidando um novo padrão para a infraestrutura de inteligência artificial em larga escala e reforçando a tendência de empresas de software projetarem seu próprio hardware especializado.

Ao investir no desenvolvimento de hardware próprio, a OpenAI sinaliza uma mudança em seu modelo operacional, buscando maior independência tecnológica e eficiência financeira, especialmente após enfrentar prejuízos operacionais significativos ao longo de 2025. Segundo Greg Brockman, o hardware oferece ganhos significativos de desempenho por watt e por dólar, o que é visto como um diferencial competitivo para a sustentabilidade dos serviços. A OpenAI planeja publicar um relatório técnico detalhado com benchmarks de desempenho nos próximos dois meses para detalhar as capacidades do chip.

Contudo, a empresa ressalta que a iniciativa não encerra sua colaboração com o ecossistema existente, mantendo parcerias estratégicas e acordos de fornecimento com gigantes como Nvidia, AWS e AMD. A implementação do novo processador, prevista para o final de 2026, é vista como um movimento fundamental para sustentar o crescimento acelerado da companhia e melhorar a eficiência energética de seus serviços, validando a estratégia da Broadcom de criar chips personalizados para desenvolvedores de modelos de fronteira.

Fontes primárias

OpenAI

OpenAI and Broadcom unveil LLM-optimized inference chip — anúncio do Jalapeño

OpenAI e Broadcom (NASDAQ: AVGO) apresentaram o Jalapeño, o primeiro Intelligence Processor da OpenAI: um acelerador arquitetado em torno da visão da OpenAI para a inferência de LLMs e o primeiro acelerador de IA de uma plataforma de computação multigeração que as empresas constroem juntas. A OpenAI diz ter desenhado o chip 'do zero', a partir de seu entendimento dos fundamentos de LLM (modelos, kernels, sistemas de serving e necessidades de produto), com Broadcom e Celestica industrializando a plataforma. É descrito como design de folha em branco para inferência de LLM moderna, não um acelerador de propósito geral adaptado. Amostras de engenharia já rodam cargas de ML em laboratório na frequência e potência-alvo de produção, incluindo o GPT-5.3-Codex-Spark. Testes iniciais indicam desempenho por watt 'substancialmente melhor que o estado da arte atual' (relatório técnico detalhado prometido para os próximos meses); a arquitetura reduz movimentação de dados e equilibra computação, memória e rede para aproximar a utilização real do pico teórico. O chip foi co-desenvolvido do design inicial ao tape-out de fabricação em apenas nove meses — o que a OpenAI acredita ser o ciclo de desenvolvimento de ASIC mais rápido já alcançado em semicondutores avançados de alto desempenho — usando os próprios modelos da OpenAI para acelerar parte do projeto. O Jalapeño é o primeiro passo de uma plataforma multigeração com implantação inicial prevista para o fim de 2026, combinando aceleradores desenhados pela OpenAI, implementação de silício, redes (incluindo o silício de rede Tomahawk) e conectividade da Broadcom, e expertise de placas, racks e sistemas da Celestica; será implantado em escala de gigawatts com parceiros de data center, ao longo de múltiplas gerações. O chip foi entregue a Sam Altman (CEO) e Greg Brockman (presidente) por Hock Tan (CEO da Broadcom) e Charlie Kawwas. Citações: Greg Brockman ('O mundo está caminhando para uma economia movida a computação... Jalapeño é parte da nossa estratégia de infraestrutura full-stack de longo prazo'); Richard Ho, líder do programa de hardware da OpenAI ('desenhado do zero para inferência de LLM... executará nossas cargas mais importantes perto dos limites teóricos do hardware'); Hock Tan ('isto é só o começo de um roadmap multigeração... permitindo a implantação de data centers em escala de gigawatts com a Microsoft e outros parceiros a partir de 2026').

Broadcom (NASDAQ: AVGO)

OpenAI and Broadcom Unveil LLM-Optimized Intelligence Processor — press release Broadcom

Comunicado conjunto distribuído via GLOBE NEWSWIRE (datado SAN FRANCISCO e PALO ALTO, 24 de junho de 2026) em que a Broadcom co-anuncia o Jalapeño, o primeiro Intelligence Processor da OpenAI. A versão do co-desenvolvedor destaca o papel da Broadcom: implementação de silício e tecnologias de rede — incluindo o silício de rede Tomahawk — para levar a plataforma à produção em larga escala. Repete as cinco alegações de manchete: construído do zero para LLMs atuais e futuros de toda a indústria; desenvolvido do design à produção em nove meses, acelerado pelos modelos da OpenAI; desempenho por watt melhor que o estado da arte segundo testes iniciais; expansão da plataforma full-stack da OpenAI (de produtos a modelos e agora chips); implantação em escala de gigawatts com parceiros de data center ao longo de múltiplas gerações. Confirma que o Jalapeño foi entregue a Sam Altman e Greg Brockman por Hock Tan e por Charlie Kawwas (presidente de Semiconductor Solutions), e que a plataforma multigeração tem implantação inicial prevista para o fim de 2026, com aceleradores da OpenAI somados a silício, redes e conectividade da Broadcom e à expertise de placas, racks e sistemas da Celestica. Na citação de Hock Tan, a Broadcom menciona viabilizar 'a implantação de data centers em escala de gigawatts com a Microsoft e outros parceiros a partir de 2026'. O documento inclui a nota cautelar padrão sobre declarações prospectivas (forward-looking statements) sob as leis de valores mobiliários dos EUA.

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