Tráfego no Estreito de Ormuz segue abaixo dos níveis pré-guerra
O fluxo de navios no Estreito de Ormuz retoma gradualmente, mas permanece limitado pela presença de minas e pela cautela das operadoras marítimas.
Pontos principais
- Dados da Kpler indicam a passagem de 131 navios entre sexta-feira e segunda-feira.
- O volume atual de tráfego ainda não alcançou a média diária de 100 a 130 embarcações registrada antes de fevereiro.
- A rota central do estreito continua interditada devido ao risco de minas submarinas.
- O governo iraniano prometeu concluir a desminagem e a remoção de obstáculos em até 30 dias.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz apresenta uma recuperação lenta após os conflitos iniciados em fevereiro. Embora 131 navios tenham atravessado a região entre sexta e segunda-feira, o volume ainda é inferior aos padrões históricos, refletindo a insegurança persistente na rota. A existência de minas submarinas mantém a via central fechada, obrigando as embarcações a utilizarem rotas alternativas ou a navegarem sob estritas diretrizes impostas pelo Irã, muitas vezes com transponders desligados por motivos de segurança. A normalização do fluxo depende agora da eficácia das operações de desminagem prometidas pelo governo iraniano, que estabeleceu um prazo de 30 dias para limpar a área. A instabilidade na região é um ponto de atenção global, dado que o estreito é um dos corredores mais críticos para o transporte de energia e comércio internacional.
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