Estudo da USP revela que a maioria das mulheres muçulmanas no país enfrenta discriminação em espaços públicos, no trabalho e nas redes sociais.
A terceira edição do Relatório de Islamofobia do Brasil, elaborado pelo grupo Gracias da USP, revela um cenário alarmante de discriminação contra mulheres muçulmanas no país. Segundo o levantamento, 84,5% das brasileiras convertidas ao islamismo relatam ter sofrido algum tipo de preconceito religioso. Os ataques se concentram em espaços públicos, no ambiente de trabalho e em redes sociais, onde a moderação de conteúdo é frequentemente questionada pelas vítimas. Além dos danos psicológicos, como ansiedade e depressão, o preconceito tem consequências práticas, como a perda de postos de trabalho. A subnotificação é um desafio central para o enfrentamento do problema, já que apenas 6% das mulheres buscam as delegacias, motivadas pela descrença na eficácia das investigações policiais. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas mais robustas e maior rigor na moderação de plataformas digitais para combater a intolerância religiosa.
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