Apesar do valuation atrativo, investidores estrangeiros evitam o Brasil devido à falta de catalisadores e ao foco global em inteligência artificial.
Estrategistas do Itaú BBA apontam que, embora o mercado acionário brasileiro apresente valuations atrativos, o fluxo de capital estrangeiro permanece retraído. A ausência de catalisadores claros e a persistência de incertezas macroeconômicas levam investidores globais a preferir mercados com maior exposição ao setor de inteligência artificial. O cenário atual é marcado por uma divergência notável, onde o pessimismo precificado na renda fixa local não encontra reflexo equivalente no câmbio ou no desempenho das ações.
Para navegar neste ambiente, o banco recomenda a manutenção de portfólios equilibrados, priorizando ativos de valor, 'bond proxies' e exportadoras de qualidade. Como contraponto à saída de capital externo, o aumento sequencial na atividade de recompra de ações por empresas brasileiras tem atuado como um suporte indireto, ajudando a mitigar pressões vendedoras mais acentuadas no Ibovespa.
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