Índia deve reduzir exportações de açúcar por até três anos
Impactos climáticos e foco no etanol devem manter a Índia fora do mercado exportador de açúcar pelos próximos anos, pressionando preços globais.
Pontos principais
- O fenômeno El Niño ameaça a safra indiana com chuvas abaixo da média.
- O governo prioriza o abastecimento interno e a produção de etanol para veículos flex-fuel.
- A demanda por etanol no país deve dobrar até o ciclo 2039-40.
- A restrição nas exportações indianas deve sustentar os preços da commodity em Londres e Nova York.
- Especialistas projetam que a Índia pode se tornar importadora líquida caso a queda na produção persista.
A Índia, um dos maiores produtores e exportadores globais de açúcar, enfrenta um cenário de incerteza que deve restringir sua participação no mercado internacional por pelo menos três anos. A combinação de condições climáticas adversas, provocadas pelo El Niño, e uma política governamental voltada para a segurança energética interna tem limitado a disponibilidade do produto para exportação. O governo indiano tem direcionado parte significativa da cana-de-açúcar para a produção de etanol, visando atender à crescente demanda por biocombustíveis, impulsionada pela adoção de veículos flex-fuel. Especialistas alertam que, caso a tendência de queda na produção se mantenha, o país corre o risco de deixar de ser um exportador líquido e passar a importar açúcar. Essa mudança estrutural na oferta indiana deve manter os preços da commodity pressionados globalmente, impactando cadeias de suprimentos que dependem da estabilidade do mercado indiano.
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