A economia da Índia tem experimentado rápido crescimento, impulsionado por investimentos estatais em infraestrutura sob a administração de Narendra Modi. No entanto, esse progresso econômico não se traduziu em melhorias na qualidade de vida urbana, com cidades enfrentando poluição, tráfego e problemas de saneamento. A governança urbana ineficaz e a descentralização incompleta do poder são apontadas como as principais causas, apesar de uma emenda constitucional de 1992 que visava fortalecer os governos locais.
A economia da Índia tem apresentado um rápido crescimento, impulsionado principalmente por investimentos em infraestrutura financiados pelo Estado, sob a administração de Narendra Modi. Apesar desse avanço econômico, as cidades indianas enfrentam desafios significativos, como poluição, trânsito caótico, acúmulo de lixo e deterioração urbana. A falta de uma governança urbana eficaz e a descentralização incompleta do poder são apontadas como causas para a dificuldade em traduzir o crescimento do PIB em melhorias na qualidade de vida urbana.
O crescimento econômico da Índia, embora notável, tem sido caracterizado por altas tarifas, baixo consumo privado e manufatura estagnada. O governo tem focado em grandes obras de infraestrutura, como aeroportos modernos, rodovias nacionais e redes de metrô. Contudo, a qualidade de vida nas cidades indianas permanece baixa, com protestos de cidadãos e empresários em centros como Bangalore e Mumbai, devido a problemas como engarrafamentos, lixo e buracos nas ruas. A poluição do ar em cidades como Delhi atinge níveis críticos, especialmente no inverno.
Historicamente, a Constituição da Índia, ao ser escrita, não previu a necessidade de uma estrutura de governança própria para as cidades. Em 1992, a 74ª emenda constitucional tentou descentralizar a governança urbana, concedendo status constitucional aos governos locais. No entanto, muitas dessas disposições não foram plenamente implementadas, devido a interesses arraigados que impedem a descentralização do poder. Isso contrasta com o modelo chinês, onde prefeitos exercem amplos poderes executivos e são monitorados por diretrizes nacionais.