Impactada por juros altos e endividamento, a indústria de TVs registra crescimento de apenas 3% no ano, perdendo o efeito impulsionador da Copa.
A indústria de televisores no Brasil enfrenta um cenário de desaceleração em 2026, com o desempenho de vendas abaixo das projeções iniciais do setor. Tradicionalmente impulsionado por eventos esportivos como a Copa do Mundo, o mercado demonstra que o apelo do torneio perdeu força diante de barreiras macroeconômicas. Segundo dados da Eletros, o crescimento acumulado de 3% nos primeiros cinco meses do ano reflete o impacto direto dos juros elevados e do endividamento das famílias, que restringem a capacidade de compra de bens duráveis parcelados. Apesar da estagnação no volume total, que deve encerrar o ano em 14,1 milhões de unidades, o mercado observa uma mudança qualitativa na demanda. Consumidores têm priorizado a compra de televisores premium, especialmente modelos com telas superiores a 65 polegadas, sinalizando uma saturação no segmento de entrada e uma busca por maior valor agregado.
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