ONG Earthsight denuncia que madeira extraída ilegalmente no Pará pela empresa Samise chegou ao mercado europeu, expondo falhas em certificações.
Um novo relatório da ONG Earthsight revelou que madeira extraída ilegalmente de uma concessão no Pará, operada pela empresa Samise, foi exportada para a Holanda. A investigação aponta que o material, utilizado em projetos de infraestrutura e paisagismo na Europa, foi comercializado sob selos de certificação ambiental, apesar de a empresa acumular um histórico de multas, suspensões operacionais e condenações criminais. O Serviço Florestal Brasileiro já havia rescindido o contrato com a companhia por descumprimento de obrigações contratuais.
O episódio expõe vulnerabilidades críticas nos sistemas de fiscalização e na dependência excessiva de certificações privadas, como o FSC, que não impediram a circulação do produto irregular. Especialistas afirmam que o caso reforça a urgência de uma implementação rigorosa da nova regulamentação europeia contra o desmatamento, cujo cronograma de aplicação está previsto para o final de 2026, visando coibir a entrada de produtos derivados de áreas degradadas no mercado do bloco.
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