O acúmulo de prejuízos em estatais federais preocupa economistas e exige revisão urgente na gestão e no modelo de negócio dessas companhias.
O desempenho financeiro das estatais federais tornou-se um ponto de atenção para a estabilidade das contas públicas brasileiras. Com um déficit acumulado de R$ 7,5 bilhões no início deste ano, a situação é agravada pela ineficiência operacional de empresas como os Correios. Segundo o economista César Bergo, a prática de utilizar dividendos de estatais lucrativas para sustentar companhias deficitárias compromete investimentos em áreas prioritárias e mascara problemas estruturais de gestão. O cenário tem motivado alertas do Tribunal de Contas da União sobre a necessidade de maior controle orçamentário. Para mitigar os riscos fiscais, especialistas defendem uma revisão profunda na finalidade dessas empresas, sugerindo desde a reestruturação de modelos de negócio até a realização de privatizações seletivas, visando reduzir o impacto das despesas com pessoal e o uso político das estruturas estatais.
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