Acionistas processam conselho da Uber por negligência em casos de assédio
Fundo de pensão acusa a diretoria da Uber de ignorar alertas sobre milhares de denúncias de agressão sexual e falhas de segurança na plataforma.
Pontos principais
- Ação judicial foi movida por um fundo de pensão de Detroit no tribunal federal de San Francisco.
- Processo alega que a diretoria negligenciou padrões de conformidade e segurança para reduzir custos operacionais.
- A Uber enfrenta atualmente mais de 3.500 processos relacionados a condutas sexuais impróprias e incidentes graves.
- O CEO Dara Khosrowshahi e membros do conselho figuram como réus na ação por falhas de governança.
- As ações da empresa acumulam desvalorização superior a 25% desde setembro de 2025.
Acionistas da Uber protocolaram uma ação judicial contra o conselho de administração da empresa, alegando negligência sistemática no tratamento de denúncias de assédio e agressão sexual. O processo, liderado por um fundo de pensão de Detroit, argumenta que a diretoria priorizou a redução de custos em detrimento dos padrões de conformidade e segurança, resultando em milhares de incidentes graves. Além da crise de segurança, a gestão é acusada de práticas enganosas de cobrança e negligência no atendimento a passageiros com deficiência. O CEO Dara Khosrowshahi figura como réu na ação, que ocorre em um momento de instabilidade financeira para a companhia, cujos papéis acumulam queda de mais de 25% desde setembro de 2025. A disputa judicial coloca em xeque a governança da empresa e sua capacidade de mitigar riscos operacionais críticos.
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