Uber condenada em US$ 8,5 milhões por estupro de motorista, abrindo precedente para milhares de ações
A Uber foi condenada a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira estuprada por um motorista, decisão que pode impactar mais de 3.000 processos semelhantes nos EUA.
Pontos principais
- Um júri federal em Phoenix, Arizona, condenou a Uber a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira que alegou ter sido estuprada por um motorista em 2023.
- A decisão pode servir de base para mais de 3.000 processos por agressão e abuso sexual contra a Uber nos Estados Unidos, sendo um marco em casos-piloto.
- O júri rejeitou a defesa da Uber de que não pode ser responsabilizada pela conduta de motoristas autônomos, questionando suas práticas de segurança.
- Documentos internos revelaram que a Uber classificou a corrida da vítima como de alto risco, mas não a alertou, indicando negligência.
- A empresa pretende recorrer da decisão, alegando instruções erradas do juiz ao júri.
A Uber foi condenada por um júri federal em Phoenix, Arizona, a pagar US$ 8,5 milhões a uma passageira que alegou ter sido estuprada por um motorista do aplicativo em novembro de 2023. Esta decisão é um marco significativo, pois pode abrir precedentes para mais de 3.000 processos por agressão e abuso sexual contra a empresa nos Estados Unidos, integrando um conjunto de casos-piloto para avaliar acusações contra a Uber.
A empresa argumentou que não deveria ser responsabilizada pela conduta de motoristas autônomos, mas o júri rejeitou essa defesa, levantando questões importantes sobre a responsabilidade da plataforma pela segurança de seus usuários e suas práticas de segurança. Documentos internos revelaram que a própria Uber havia classificado a corrida como de alto risco, mas não alertou a passageira. A empresa anunciou que pretende recorrer da decisão, alegando que o juiz forneceu instruções incorretas ao júri.
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