Diante de restrições ao trabalho e educação, mulheres no Afeganistão criam pequenos negócios para garantir independência e sobrevivência.
Desde o retorno do Talibã ao poder, as mulheres afegãs enfrentam um cenário de exclusão sistemática da vida pública, marcado pela proibição do acesso à educação secundária e ao mercado de trabalho formal. Como forma de resistência e sobrevivência, milhares de mulheres têm estabelecido pequenos negócios, transformando o empreendedorismo em uma ferramenta essencial para a manutenção de sua independência financeira. Além do aspecto econômico, esses empreendimentos funcionam como um dos poucos espaços de socialização permitidos fora de casa, permitindo que as mulheres mantenham conexões sociais em um ambiente de severas restrições. Apesar da resiliência demonstrada, essas empresárias enfrentam desafios constantes, operando sob a pressão de leis rigorosas e um cenário de profunda instabilidade econômica que ameaça a continuidade de suas atividades.
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