Relatório do Itaú BBA aponta que gargalos estruturais e a dominância chinesa limitam o potencial brasileiro no mercado global de minerais críticos.
O Brasil enfrenta um prazo restrito para consolidar sua posição no mercado global de minerais críticos, essenciais para a transição energética. Segundo análise do Itaú BBA, o país dispõe de uma janela de oportunidade de apenas dois a três anos para superar entraves estruturais. Embora o Brasil detenha a segunda maior reserva mundial de terras raras, a falta de infraestrutura para processamento industrial e a complexidade do licenciamento ambiental limitam a exploração eficiente desses recursos. A relevância do setor é amplificada pelo cenário geopolítico, onde a China mantém uma dominância estratégica consolidada por décadas de investimento em refino. Para o banco, o sucesso brasileiro dependerá da capacidade de atrair financiamento e resolver gargalos logísticos, em um mercado marcado pela alta volatilidade de preços, como no caso do lítio, e por déficits estruturais, como observado no cobre.
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