Especialista aponta que recomposição de estoques globais e demanda chinesa devem sustentar os valores da commodity no mercado internacional.
A expectativa de uma queda acentuada nos preços do petróleo após a resolução de conflitos no Estreito de Ormuz pode não se concretizar. Segundo Neil Atkinson, ex-chefe da Agência Internacional de Energia, o mercado futuro já havia precificado a normalização do fluxo na região. A tendência de estabilidade ou recuo moderado é sustentada pela necessidade urgente de países ao redor do globo recompor seus estoques estratégicos e comerciais, que foram impactados durante o período de instabilidade. Além disso, a retomada das importações pela China deve atuar como um vetor de pressão na demanda global. Embora o impacto do fechamento do estreito tenha sido mitigado por medidas de produtores como Arábia Saudita e EUA, a recuperação total do fluxo enfrenta gargalos logísticos. Especialistas alertam que, sem uma normalização rápida da produção e da capacidade de exportação, o mercado ainda corre o risco de enfrentar uma crise física de volume.
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