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Preços do petróleo devem ter queda limitada após acordo no Estreito de Ormuz

Especialista aponta que recomposição de estoques globais e demanda chinesa devem sustentar os valores da commodity no mercado internacional.

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Foto: Times Brasil
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19/06 às 22:15

Pontos principais

  • Neil Atkinson, ex-chefe da Agência Internacional de Energia, prevê queda limitada nos preços do petróleo.
  • A necessidade urgente de recompor estoques estratégicos e comerciais impede recuos acentuados no valor do barril.
  • A retomada das importações pela China deve impulsionar a demanda global nos próximos meses.
  • Desafios logísticos no transporte marítimo tornam a recuperação do fluxo de petróleo um processo gradual.
  • Existe risco de crise física de volume caso a produção e a exportação não se normalizem rapidamente.

A expectativa de uma queda acentuada nos preços do petróleo após a resolução de conflitos no Estreito de Ormuz pode não se concretizar. Segundo Neil Atkinson, ex-chefe da Agência Internacional de Energia, o mercado futuro já havia precificado a normalização do fluxo na região. A tendência de estabilidade ou recuo moderado é sustentada pela necessidade urgente de países ao redor do globo recompor seus estoques estratégicos e comerciais, que foram impactados durante o período de instabilidade. Além disso, a retomada das importações pela China deve atuar como um vetor de pressão na demanda global. Embora o impacto do fechamento do estreito tenha sido mitigado por medidas de produtores como Arábia Saudita e EUA, a recuperação total do fluxo enfrenta gargalos logísticos. Especialistas alertam que, sem uma normalização rápida da produção e da capacidade de exportação, o mercado ainda corre o risco de enfrentar uma crise física de volume.

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