Polícia Federal investiga ataque hacker ao sistema da Defesa Civil
Invasão disparou alertas falsos para 30 milhões de pessoas; governo suspendeu a plataforma para auditoria enquanto investiga a autoria do ataque.
Pontos principais
- A plataforma 'Defesa Civil Alerta' foi invadida, disparando dez mensagens falsas via Cell Broadcast e SMS.
- O ataque atingiu cerca de 30 milhões de usuários de telefonia móvel em oito estados e no Distrito Federal.
- As notificações continham termos como 'misantropia' e 'invasão alienígena', gerando um pico de buscas pelo termo na internet.
- O secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que a origem inicial do acesso ocorreu no Paraná.
- Um perfil na rede social X reivindicou a autoria dos disparos, mas teve suas postagens removidas pela plataforma.
- Especialistas indicam que a invasão pode ter ocorrido por credenciais vazadas e ausência de autenticação de dois fatores.
- O governo suspendeu o sistema preventivamente para auditorias, troca de senhas e reforço de segurança.
- Defesas Civis estaduais confirmaram que não houve qualquer situação real de perigo durante o disparo das mensagens.
- A Anatel esclareceu que os alertas não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica operada pela ABR Telecom.
A Polícia Federal segue investigando a invasão ao sistema 'Defesa Civil Alerta', que resultou no envio de 10 alertas falsos para cerca de 30 milhões de brasileiros entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado. O secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que a primeira notificação indevida teve origem no Paraná, levando o Ministério da Integração a suspender a plataforma preventivamente. O incidente envolveu o disparo de mensagens via Cell Broadcast e SMS contendo termos como 'misantropia' e 'invasão alienígena'. Defesas Civis estaduais reforçaram que não houve qualquer situação real de perigo, tranquilizando a população enquanto a investigação preliminar apura a autoria do ataque.
Especialistas em cibersegurança apontam que a falha pode ter sido causada pelo comprometimento de credenciais de acesso e pela falta de autenticação de dois fatores no sistema, que deveria ter acesso restrito a pessoal treinado. A Anatel informou que os alertas não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica operada pela ABR Telecom, reforçando a necessidade de auditorias rigorosas. Apesar da falha, a agência reafirmou a importância da tecnologia Cell Broadcast para a prevenção de desastres, visto que permite o envio de alertas de nível extremo sem a necessidade de cadastro prévio ou conexão Wi-Fi por parte dos usuários.
O governo federal trabalha no desenvolvimento de uma nova versão do sistema, visando corrigir vulnerabilidades técnicas, implementar protocolos de segurança mais robustos e garantir a confiabilidade do serviço de alertas à população contra futuras invasões. A Polícia Federal foi formalmente acionada para conduzir a investigação, buscando rastrear a origem da invasão, verificar se houve a participação de mais de um autor e responsabilizar os envolvidos pelo incidente que causou alarme em grande parte da população brasileira.
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