Tokens de ativos do mundo real permitem negociação 24/7, mas enfrentam restrições regulatórias no mercado brasileiro.
A negociação de versões tokenizadas de ações de empresas privadas, como a SpaceX, tem ganhado tração em exchanges globais, permitindo que investidores acessem ativos do mundo real (RWA) fora do horário comercial das bolsas tradicionais. Esse modelo, que utiliza a tecnologia blockchain para viabilizar a compra fracionada, divide-se entre contratos perpétuos sintéticos e tokens lastreados em ações reais sob custódia. A tendência reflete um movimento mais amplo de digitalização financeira, com grandes bancos como JPMorgan e Goldman Sachs explorando a infraestrutura de tokens em suas operações. No entanto, o cenário no Brasil permanece restrito, com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) classificando a oferta desses ativos por exchanges como derivativos não autorizados. Apesar dos desafios regulatórios locais, o mercado global de ativos tokenizados segue em expansão, com projeções de movimentar trilhões de dólares nos próximos anos.
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