Pão de Açúcar exclui 'poison pill' e Silvio Tini torna-se maior acionista
O GPA removeu a cláusula de 'poison pill' de seu estatuto, permitindo que Silvio Tini de Araújo assumisse a posição de maior acionista individual.
Pontos principais
- A assembleia do GPA aprovou a exclusão da 'poison pill', que exigia oferta pública de ações caso um investidor atingisse 25% do capital votante.
- Silvio Tini de Araújo, via holding Bonsucex, alcançou 25,795% de participação, superando o Grupo Casino e a família Coelho Diniz.
- A empresa passa por um processo de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de R$ 4,5 bilhões.
- O limite de capital autorizado do grupo foi elevado para R$ 5,78 bilhões durante a assembleia.
- Silvio Tini foi inabilitado pela CVM em 2024 para cargos de administração por uso de informação privilegiada.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) realizou uma alteração significativa em seu estatuto social ao excluir a cláusula de 'poison pill', mecanismo de defesa que obrigava investidores a realizarem uma oferta pública de aquisição de ações ao ultrapassarem 25% do capital votante. A mudança permitiu que o empresário Silvio Tini de Araújo, por meio da holding Bonsucex, consolidasse sua posição como o maior acionista individual da companhia, atingindo 25,795% de participação. A movimentação ocorre em um momento de fragilidade financeira para o varejista, que busca viabilizar uma recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões. Além da alteração na governança, a assembleia aprovou o aumento do limite de capital autorizado para R$ 5,78 bilhões. Vale ressaltar que Tini foi inabilitado pela CVM em 2024 para exercer cargos de administração em companhias abertas devido a um caso de insider trading.
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