Mudanças na Uber Black e início do programa Move Brasil geram incertezas
O programa Move Brasil oferece crédito subsidiado para motoristas, enquanto novas regras da Uber para 2027 preocupam a categoria sobre o faturamento.
Pontos principais
- O programa Move Brasil disponibiliza R$ 30 bilhões via BNDES com taxas de 11,5% para mulheres e 12,6% para homens ao ano.
- Para acessar o crédito, motoristas devem comprovar a realização de pelo menos 100 corridas no último ano.
- A Uber excluiu modelos como o BYD Dolphin da categoria Black a partir de 2027, frustrando o planejamento de condutores.
- A reclassificação forçada para a categoria Comfort pode reduzir o faturamento mensal dos motoristas em até R$ 1.500.
- O Move Brasil entra em vigor nesta sexta-feira (19), permitindo que interessados iniciem a análise de crédito diretamente nas concessionárias.
- O benefício é voltado exclusivamente para motoristas de aplicativos e taxistas que possuam cadastro aprovado.
O programa Move Brasil iniciou nesta sexta-feira (19) a fase de contratação de financiamentos com taxas reduzidas para motoristas de aplicativo e taxistas, utilizando R$ 30 bilhões destinados pelo governo federal ao BNDES. A linha de crédito, voltada para veículos flex, híbridos ou elétricos de até R$ 150 mil, estabelece condições diferenciadas com juros anuais de 11,5% para mulheres e 12,6% para homens. Para se qualificar, o profissional deve comprovar a realização de ao menos 100 corridas no último ano, sendo que o processo de financiamento pode ser iniciado diretamente nas concessionárias por meio de bancos comerciais credenciados, como C6 Bank e Santander, com garantia do FGI-PEAC.
Contudo, a expectativa de renovação da frota enfrenta obstáculos com a recente atualização dos critérios da Uber para a categoria Black em 2027. A exclusão de modelos populares, como o BYD Dolphin, impacta o planejamento financeiro de quem buscou o crédito subsidiado, visto que a migração forçada para a categoria Comfort pode reduzir o faturamento mensal em R$ 1.500. Especialistas recomendam cautela aos profissionais ao assumirem parcelas, dado que a rentabilidade esperada com o veículo premium pode ser comprometida pelas novas exigências da plataforma, que também impactam o setor de motofretistas com a redução da idade mínima para 18 anos.
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