O lançamento do Programa Move Brasil ocorreu em um cenário de retração nas vendas de caminhões, com uma queda de 9,2% em 2025 em comparação com o ano anterior, e uma retração ainda mais acentuada de 20,5% nos modelos pesados. No início de 2026, o mercado continuava em declínio, com uma queda de 34,67% em janeiro em relação a 2024, segundo a Anfavea. Essa baixa performance era atribuída principalmente às altas taxas de juros no país, que chegavam a 22% ou 23% ao ano para financiamentos de bens duráveis.
Diante desse quadro, e com o crescimento da safra agrícola (17%) e do comércio exterior (exportações de US$ 349 bilhões e corrente de comércio de US$ 629 bilhões), o governo federal identificou a necessidade de modernizar a frota para garantir o escoamento da produção. O programa foi elaborado com a colaboração de empresas, sindicatos e o governo, visando não apenas a recuperação do setor de transportes, mas também a manutenção de empregos e a transição para modelos de logística mais sustentáveis. O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o programa conseguiu reduzir os juros do financiamento para menos de 13% ao ano (0,99% ao mês).