Friedrich Merz propõe negociações globais para corrigir a subvalorização da moeda chinesa e combater subsídios industriais de Pequim.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu a realização de negociações internacionais para ajustar o valor do yuan, argumentando que a moeda chinesa está subvalorizada em cerca de 30%. Segundo Merz, a falta de conversibilidade livre do yuan e os subsídios estatais excessivos da China prejudicam a concorrência justa, permitindo que o país inunde mercados globais com produtos artificialmente baratos. A proposta de um novo diálogo, inspirado no histórico 'Acordo de Plaza', visa equilibrar as relações comerciais e conter a manipulação cambial.
Essa movimentação de Berlim sinaliza um alinhamento mais rigoroso da Alemanha com a política comercial da União Europeia, que tem adotado uma postura de maior confronto contra as práticas econômicas chinesas. A relevância da medida reside no impacto direto sobre a competitividade da indústria europeia, que busca proteger sua base produtiva diante de um cenário de desequilíbrios globais persistentes.
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